O Governo Federal está empenhado em reabrir o mercado europeu e britânico para os pescados brasileiros. Durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro nesta quarta-feira (21/8), transmitido pelo Canal Gov da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, destacou essa prioridade estratégica.
Desde 2018, o Brasil não exporta pescado para esses mercados devido à não conformidade com normas da cadeia primária da pesca. De acordo com o ministro, reestabelecer essas exportações é essencial.
“Primeiro, porque são grandes mercados consumidores, mas também porque deles vêm o selo sanitário de maior rigor. Portanto, é possível dizer que quem fornece para o Reino Unido, quem fornece para a Europa, fornece para o mundo inteiro. A gente precisa destacar que no governo do presidente Lula isso tem sido uma prioridade. Todos os dias recebemos notícias muito positivas de novos mercados que as fontes de proteína desbravam. A pesca não é diferente”, afirmou André de Paula.
O ministro revelou otimismo em relação às negociações em andamento e mencionou a expectativa da visita de órgãos sanitários europeus como um passo crucial para alcançar esse objetivo.
“Estamos na expectativa de receber visita dos órgãos sanitários do continente europeu, e isso é fundamental para a que a gente possa ter esse objetivo atendido”, explicou.
Em colaboração com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil atualmente exporta pescados para 90 países. O ministro destacou as recentes aberturas de mercado para a Índia e Singapura, além das exportações para os Estados Unidos, que incluem lagosta, tilápia e camarão.
“Além de trabalhar muito para que a gente possa ampliar a nossa produção, nós queremos trabalhar também para que o nosso pescado possa ser cada vez mais valorizado pelos mercados internacionais. E aí não é tanto uma questão de quantidade, mas uma questão de agregar valor às nossas exportações. Isso tem um impacto econômico muito importante no setor e é por isso que é uma prioridade”, disse André de Paula.
Programa Povos da Pesca Artesanal
No diálogo com radialistas de diversas regiões do Brasil, André de Paula também discutiu iniciativas voltadas para pescadores artesanais, com destaque para o programa Povos da Pesca Artesanal, lançado em agosto do ano passado. Mais de 1 milhão de brasileiros dependem da pesca artesanal, que representa cerca de 60% da produção de pescado no país. As regiões Nordeste (46%) e Norte (37%) concentram a maioria desses pescadores, muitos dos quais são negros, indígenas ou quilombolas.
O programa visa implementar políticas que beneficiem as comunidades da pesca artesanal no Brasil, respeitando a diversidade, a autonomia e os modos de vida tradicionais, como os de jangadeiros, marisqueiras, caiçaras, ribeirinhos, extrativistas, indígenas e quilombolas.
Com ações que incluem a melhoria das condições de trabalho, a valorização das tradições culturais ligadas à pesca, a inclusão socioeconômica dos pescadores, linhas de crédito, assistência técnica e bolsas de iniciação científica para jovens estudantes em estudos relacionados à pesca, o programa prevê um investimento de pelo menos R$ 154 milhões.
“Esse programa inclui um conjunto de ações que são feitas para apoiar o pescador, a pescadora. Programas como a retomada da extensão pesqueira, o apoio que a gente pode dar aos saberes das águas, que são passados geração após geração. Nós temos um programa que diz respeito à nossa cadeia produtiva, e para isso você tem convênios para a compra de equipamentos para a pesca artesanal. O pescador precisa de apoio para exercer a sua atividade, porque tira da sua atividade a sobrevivência da sua família”, afirmou o ministro.
André de Paula também ressaltou a importância de uma secretaria nacional dedicada exclusivamente às questões da pesca artesanal e o retorno de mecanismos de participação social, como o Conselho Nacional da Aquicultura e Pesca (Conape).
Fonte: Agência Gov.







