O Congresso Internacional do Pescado (IFC), realizado entre os dias 24 e 26 de setembro em Foz do Iguaçu, foi considerado um grande sucesso pelos organizadores, atraindo aproximadamente 3.000 participantes.
O evento, ambientado em um dos mais belos cenários naturais do Brasil, reuniu 70 palestrantes, que, ao longo de mais de 30 horas de programação, abordaram temas inovadores no campo da aquicultura.
Nova lei da aquicultura
O primeiro dia foi marcado por discussões focadas no mercado, com destaque para o consumo interno e, principalmente, o enorme potencial exportador do Brasil. Segundo os palestrantes, os desafios enfrentados pelos produtores demandam uma estratégia estruturada e colaborativa para que o setor possa alcançar resultados expressivos no cenário internacional.
A “revolução azul”, movimento que visa à preservação das águas e da vida aquática, também ganhou destaque. Em um painel, especialistas discutiram a produção sustentável, o aumento da demanda global por alimentos e o impacto ambiental. O debate reforçou a necessidade de equilibrar a expansão do setor com práticas que minimizem danos ao ecossistema.
Outro tema relevante foi a criação de uma lei específica para a aquicultura, visando regulamentar a produção de espécies hidrobiológicas no Brasil.
Diante do atual cenário de crescimento e das oportunidades em novos mercados, os participantes ressaltaram a importância de uma regulação que promova o aumento da produção, sem perder a preservação ambiental e a sustentabilidade.
Aquicultura 4.0 e RAS
Um dos destaques do congresso foi o avanço da tecnologia RAS (Sistemas de Recirculação de Água) no Brasil.
Considerada uma alternativa promissora para a produção de camarão, essa tecnologia permite um controle rigoroso dos parâmetros de cultivo, o que resulta em juvenis de tilápia mais saudáveis e com qualidade genética superior.
No contexto da Aquicultura 4.0, foi realizado um fórum que reuniu importantes players da indústria global. Temas como Internet das Coisas, Inteligência Artificial e Aquicultura de Precisão foram amplamente discutidos.
O fórum também abordou como essas inovações tecnológicas podem impulsionar a produtividade dos produtores brasileiros, oferecendo soluções mais eficientes e sustentáveis para o setor.
Exposição de fornecedores
Cerca de 50 estandes tomaram conta do centro de eventos, onde as mais recentes inovações tecnológicas foram o grande destaque.
Um número significativo de participantes interagiu diretamente com as equipes presentes, resultando em mais de R$ 120 milhões em negócios fechados durante o evento.
O diretor de Desenvolvimento do InfoPeixe, Gustavo Squassoni, destacou a relevância do congresso: “O IFC Brasil é, sem dúvida, um evento essencial para toda a cadeia da aquicultura. Ele reúne especialistas, profissionais e os principais players do setor, tanto do Brasil quanto do exterior, proporcionando uma oportunidade única de networking, disseminação de conhecimento técnico-científico e promoção de novos negócios e parcerias.”
Além das discussões técnicas e exposições, o IFC também promoveu atividades de integração, que ocorreram diariamente e reforçaram os laços entre produtores, pesquisadores e fornecedores, fortalecendo o relacionamento entre os diferentes segmentos do setor.












