O governo do Ceará está solicitando ao Ministério da Agricultura e Pecuária a suspensão imediata da importação de camarão do Equador e Peru. A medida visa proteger a produção nacional contra doenças que podem devastar a carcinicultura nacional
A decisão se baseia em estudos da Universidade Federal do Ceará (UFC), que indicam alto risco de introdução de doenças no país por meio do camarão importado. As doenças em questão podem causar grandes perdas econômicas e até mesmo a extinção de espécies nativas.
Doenças e impactos na produção nacional
Os estudos da UFC apontam que o camarão importado do Equador e Peru pode estar contaminado com doenças como a Síndrome da Ponta Branca (WSSV) e a Necrose Hepatopancreática Infecciosa (IHPNV). Essas doenças são altamente contagiosas e podem dizimar populações inteiras de camarão em um curto período de tempo.
Além dos riscos biológicos, a importação de camarão também causa impactos negativos na economia. Em 2023, o Brasil importou 1.713 toneladas de camarão descascado, eviscerado e congelado do Equador e Peru, o que representa 69% do total de camarão importado no ano, segundo dados da plataforma Comex Stat do Ministério da Economia. O produto importado concorre diretamente com o camarão brasileiro, pressionando os preços e prejudicando a renda dos produtores locais.
Medidas solicitadas pelo Ceará
O governo do Ceará pede a suspensão imediata da importação de camarão do Equador e Peru como medida emergencial para proteger a produção nacional. Além disso, solicita a implementação de outras medidas, como:
– Reforço da fiscalização nas fronteiras: para evitar a entrada ilegal de camarão;
– Investimentos em pesquisa e desenvolvimento: para aprimorar as técnicas de produção nacional e aumentar a competitividade do camarão brasileiro;
– Ampliação do apoio aos produtores locais: para ajudá-los a se adaptar às novas exigências do mercado e melhorar sua produtividade.
Ação conjunta é essencia
O pedido de suspensão da importação de camarão pelo Ceará é um importante passo para garantir a sustentabilidade da produção nacional e proteção ao meio ambiente. A medida precisa ser acompanhada de outras ações, como investimentos em pesquisa e desenvolvimento, para que o setor aquícola brasileiro possa se fortalecer e se tornar ainda mais competitivo no mercado global.












