Após um ano de operação plena, a Unidade de Produção de Alevinos (UPA) da Copacol, situada em Quarto Centenário, já se destaca como referência em tecnologia e sustentabilidade na aquicultura latino-americana. Inspirada em um modelo israelense, a unidade adota um sistema inovador que alia consumo mínimo de água a rigorosos protocolos de biossegurança, abrindo novas oportunidades para milhares de famílias, tanto na zona rural quanto na urbana.
A UPA foi projetada para assegurar a sanidade e a qualidade dos alevinos fornecidos aos cooperados da Copacol, seguindo os mais modernos padrões de genética e controle ambiental. “É um orgulho ver que todo esse processo resulta em qualidade, sanidade e biossegurança para os alevinos destinados às propriedades cooperadas. Nossa UPA reúne toda a tecnologia necessária para evoluirmos continuamente, com genética e monitoramento próprios, o que impulsiona avanços constantes e faz de nossa região um exemplo de diversificação”, destaca Valter Pitol, diretor-presidente da Copacol.

A primeira unidade de alevinagem da Copacol, situada em Nova Aurora, completa uma década em dezembro, com uma capacidade de produção que ultrapassa os 50 milhões de alevinos por ano. Esta segunda UPA reforça a autossuficiência da Copacol, permitindo que a cooperativa domine toda a cadeia produtiva.
Modelo sustentável e eficiente
A água utilizada na unidade é proveniente de poços artesianos, e o sistema permite uma reutilização quase total, consumindo apenas 10% do volume necessário em sistemas convencionais.
“A sustentabilidade é um princípio fundamental para nossa atividade, por isso, adotamos um modelo inovador que preservasse nosso bem mais valioso: a água. Enfrentamos muitos desafios neste primeiro ano, mas cada etapa foi superada, proporcionando uma experiência enriquecedora para toda nossa equipe técnica”, destaca Nestor Braun, gerente da Integração Peixes.

Estrutura moderna e alto padrão genético
A unidade de produção de alevinos ocupa uma área de 22 mil metros quadrados, com tanques dedicados à reprodução e um banco genético próprio. O ciclo de produção inicia-se com o acasalamento das tilápias, seguido pela coleta dos ovos nas bocas das fêmeas, que são incubados artificialmente. Após sete dias, as larvas se alimentam do saco vitelino e, ao desenvolverem o trato digestório completo, entram na fase inicial de crescimento em um sistema simbiótico. Em seguida, são transferidas para um sistema de recirculação de água, onde permanecem até atingirem o peso ideal para a despesca e envio às propriedades cooperadas.
“Essa unidade representa o futuro, não apenas para a produção de alevinos, mas também para juvenis e, quem sabe, para a engorda na terminação”, afirma Diego André Werlang, supervisor da unidade.
O banco genético da unidade é um setor estratégico onde os peixes são meticulosamente reproduzidos e classificados. Ao final do ciclo de acasalamento, larvas com aproximadamente 30 gramas são microchipadas, medidas e transferidas para lagoas de ranking, onde são avaliadas.
Esse processo permite à Copacol monitorar e realizar a seleção genética dos peixes, garantindo um controle rigoroso sobre todo o processo de criação. No setor de avozeiro, tilápias de alto valor genético e sem parentesco são selecionadas para reprodução futura, assegurando matrizes e reprodutores saudáveis e produtivos para as próximas gerações.
Informações da Assessoria de Comunicação da Copacol.












