A análise semanal do mercado de peixes de cultivo, referente ao período de 7 a 11 de outubro de 2024, traz uma estabilidade nos preços da tilápia, ao passo que os peixes nativos mostram uma tendência de valorização. As informações foram divulgadas por Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).
No indicador da tilápia/Cepea, as variações de preço foram mínimas, indicando estabilidade pelo quarto período consecutivo. Confira os valores por região:
– Região dos Grandes Lagos: (noroeste de São Paulo e divisa com Mato Grosso do Sul): leve queda de R$0,01, com preço médio de R$7,65/kg;
– Norte do Paraná: preço estável em R$8,94/kg;
– Oeste do Paraná: manutenção do preço em R$7,95/kg;
– Morada Nova de Minas: leve recuo de R$0,01, com preço médio de R$7,90/kg;
– Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba: queda de R$0,01, com preço médio de R$7,50/kg.
Segundo Medeiros, a manutenção desses valores está diretamente relacionada ao aumento do consumo nos pontos de venda (PDV), favorecido pela redução dos preços em algumas regiões. “Esse cenário tem impulsionado a compra de tilápias em diversas áreas do Brasil”, ressaltou.
Peixes nativos em alta
Já para os peixes nativos, o cenário é de valorização, especialmente para aqueles com peso superior a 3 quilos. A oferta reduzida impulsionou os preços, com destaque para a região de Manaus e outras localidades, onde a demanda por essas espécies está em crescimento.
Medeiros também comentou que a chegada das chuvas em várias partes do país cria condições favoráveis para o desenvolvimento da piscicultura, proporcionando um ambiente mais adequado para o cultivo e uma expectativa positiva para o setor.
Sobre a Peixe BR
A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) é uma entidade que promove o desenvolvimento sustentável da piscicultura no Brasil, congregando produtores, empresas de genética, ração e frigoríficos.
Segundo o Anuário Peixe BR 2024, em 2023, o país produziu 887.029 toneladas de peixes cultivados, sendo a tilápia responsável por 65,3% desse total, com 579.080 toneladas, posicionando o Brasil como o quarto maior produtor mundial dessa espécie.
Confira a análise completa feita por Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR: https://www.instagram.com/reel/DBGF4XSOTNf/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==












