A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgou recentemente (26/6) os resultados do primeiro mapeamento das áreas destinadas à aquicultura no Ceará em 2023. Segundo o estudo realizado pela Gerência de Estudos e Pesquisas em Meio Ambiente da Funceme, o estado possui atualmente 14.603 hectares dedicados à produção de peixes e camarões.
Este levantamento visa fornecer subsídios para o planejamento estratégico da aquicultura no estado, facilitando uma melhor compreensão da distribuição geográfica e dos impactos ambientais dessa atividade em expansão na economia cearense. As análises foram baseadas em imagens de satélite e técnicas avançadas de geoprocessamento, utilizando plataformas como Google Earth Engine, QGIS e ArcGIS 10.8, disponíveis na Funceme.
Os resultados indicam que a bacia hidrográfica do Baixo Jaguaribe lidera em área ocupada pela aquicultura, com 6.807 hectares, representando aproximadamente 47% do total identificado em 2023. As bacias do Coreaú e Metropolitana também se destacam, cada uma com cerca de 1,7 mil hectares, correspondendo a cerca de 12% das áreas mapeadas.
Dos 182 municípios cearenses, 62 foram identificados com áreas destinadas à aquicultura, concentrando-se principalmente na região costeira e centro-leste.
Aracati e Jaguaruana são os municípios com maior extensão de áreas ocupadas, totalizando 32% do território dedicado à aquicultura no Ceará, com 2.531 hectares e 2.426 hectares, respectivamente. Em seguida, Acaraú e Beberibe contribuem com 1.479 hectares e 1.061 hectares para essa atividade econômica.
Informações da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).












