A Emater tem incentivado a prática de piscicultura entre os agricultores do Pará, especialmente na região Guamá, como uma alternativa para complementar a alimentação e aumentar a renda. A criação de tambaqui em tanques escavados têm sido a principal atividade fomentada pela Emater.
Apoio inicial e expansão do projeto
No início, a ação atendia nove famílias em quatro comunidades do Ramal Santa Maria do Caripi, localizadas no km 24 da rodovia PA-127, nas áreas de Campinho, Progresso, Santa Maria do Caripi e Serraria. Recentemente, outras 15 famílias demonstraram interesse em se juntar ao projeto nos próximos meses. Desde o início da iniciativa, há dois anos, o processo ganhou maior impulso no segundo semestre de 2024, com a doação de três mil alevinos, fruto da parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Sedap).
Financiamento e apoio da Emater
Outra estratégia importante adotada pela Emater é o financiamento da atividade por meio do crédito rural, com contratos individuais do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que oferece um valor médio de R$ 13 mil por família, em parceria com o Banco da Amazônia (Basa).
Djavan Ulisses Farias, chefe do escritório local da Emater no Pará, destaca que o trabalho não é formalmente classificado como “projeto”, mas como uma “oportunidade”. Segundo ele, com mobilização e responsabilidade, há grande potencial para que a região se consolide como um polo de piscicultura, especialmente considerando a demanda do mercado para espécies de peixes redondos de água doce. “Existem boas perspectivas para o futuro, e no próximo mês de janeiro, iremos redistribuir os alevinos para os produtores que já possuem tanques, e alguns até ampliarão a área de cultivo”, revela Farias.

do Fiel na Vila Novo Progresso, é um dos grandes impulsionadores do movimento. Ele conta que, anteriormente, havia tentado criar tilápias de forma intuitiva, mas sem o acompanhamento adequado, o que resultou em fracasso. Com a ajuda da Emater, no entanto, o cenário mudou. “Agora, reativei meus tanques e estamos aclimatando os peixes, seguindo a orientação correta”, explica Teixeira. Ele também destaca o impacto das orientações sobre alimentação adequada dos peixes, a introdução de novas espécies e a participação em eventos do setor. “Participar de workshops e congressos nos permite estabelecer melhores parâmetros. A expectativa é grande para o IFC 2025”, finaliza.
Teixeira se refere ao International Fish Congress & Fish Expo Amazônia (IFC Amazônia), que terá sua segunda edição em abril de 2025, em Belém. O produtor participou da edição de 2024 do evento, com o apoio da Emater.
Informações Emater Pará / Aline Miranda.






