Um estudo recentemente publicado na PLOS ONE expõe o problema do comércio redundante de pescados — uma prática em que países trocam quantidades iguais da mesma espécie de pescado sem uma justificativa clara. Pesquisadores da Griffith University e da University of Queensland, na Austrália, analisaram dados entre 2000 e 2015, revelando que essa prática aumentou 43%, chegando a representar 3,2% do comércio global de pescados, ou 7,7 milhões de toneladas.
Principais descobertas sobre o comércio redundante de pescados
O estudo revelou que quatro espécies — arenque-do-atlântico, bacalhau-do-atlântico, atum-skipjacke cavala-do-atlântico — são responsáveis por quase metade do comércio redundante. Preocupantemente, algumas dessas espécies, como o bacalhau-do-atlântico, estão classificadas como vulneráveis pela IUCN, o que levanta questões sobre a eficiência e o impacto ambiental dessas práticas.
O comércio redundante ocorre predominantemente entre países da Europa e América do Norte, com 68% desse volume concentrado em trocas entre Canadá e Estados Unidos, Alemanha e Holanda, e Dinamarca e Suécia. Isso evidencia a existência de políticas comerciais regionais que incentivam esse tipo de troca, muitas vezes em detrimento da sustentabilidade.

Impacto econômico e ambiental
O aumento de 43% no comércio bidirecional redundante entre 2000 e 2015 não só implica ineficiências econômicas, como também aumenta significativamente as emissões de carbono devido ao transporte desnecessário. A eliminação desse tipo de comércio poderia reduzir as emissões globais e melhorar a rastreabilidade, um problema reconhecido na cadeia de suprimento de pescados.

Recomendações para cadeias de suprimento mais sustentáveis
Os autores do estudo recomendam a reavaliação das políticas comerciais internacionais e o fortalecimento de práticas que promovam sustentabilidade nas cadeias de suprimento de pescados. Focando na redução do comércio redundante, é possível não apenas otimizar os recursos, mas também contribuir para as metas globais de desenvolvimento sustentável.
Conclusão
Repensar as cadeias de suprimento de pescados é vital para a sustentabilidade global. Este estudo fornece insights valiosos para quem busca promover a pesca responsável e sustentável, garantindo a saúde dos ecossistemas marinhos e a longevidade dos recursos.
Leia o estudo completo aqui: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0305779












