O Brasil conquistou acesso a novos mercados na China para a exportação de produtos derivados de pescado, como farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras destinadas à alimentação animal. A medida foi formalizada por meio de acordos entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Administração Geral de Aduanas da China (GACC), que estabelecem os requisitos fitossanitários e sanitários para a comercialização desses produtos.
A China, maior importadora de farinha de peixe do mundo, com um volume de importações que alcançou US$ 2,9 bilhões em 2023, desponta como um mercado estratégico para os derivados de pescado brasileiros. Com o recente acordo, o Brasil fortalecerá sua presença no mercado chinês.
O potencial comercial total dos produtos abrangidos pelos protocolos firmados em 2023 é estimado em US$ 450 milhões anuais. Esse valor inclui itens como farinha e óleo de peixe, além de uvas frescas, gergelim e sorgo, evidenciando o impacto econômico significativo da entrada desses produtos no mercado chinês.
Qualidade e rastreabilidade
Para assegurar que os produtos exportados atendam aos elevados padrões de qualidade e segurança alimentar, as empresas brasileiras que comercializam farinha de peixe, óleo de peixe e outros derivados de pescado deverão implementar sistemas rigorosos de rastreabilidade e controle de qualidade, incluindo o uso do sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC).
As matérias-primas utilizadas nesses produtos devem ser provenientes de pescado (exceto mamíferos marinhos) capturados em águas nacionais ou em alto-mar, de peixes cultivados em cativeiro, ou de subprodutos de pescado provenientes de estabelecimentos destinados ao processamento de pescado para consumo humano.
Além disso, as empresas deverão obter aprovação das autoridades brasileiras e registro junto às autoridades chinesas para assegurar a conformidade com as exigências sanitárias do mercado asiático.

“O Brasil já se mostrou um país confiável na posição de maior fornecedor de alimentos e energia renovável. Podemos continuar ampliando cada vez mais as parcerias, pois temos gente, tecnologia e condições de intensificar nossa produção com sustentabilidade”, ressaltou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Mercado de produtos derivados de pescado
A China, um dos maiores mercados mundiais de farinha de peixe, fortalece sua posição como destino estratégico para o Brasil com a abertura de novos canais comerciais.
A crescente demanda por produtos derivados de pescado voltados para a alimentação animal oferece ao Brasil, com seu expressivo potencial produtivo, uma oportunidade única de ampliar sua participação nesse mercado, impulsionando o crescimento das exportações do setor pesqueiro.
Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).












