Para conservar o pescado de forma eficaz a longo prazo, é fundamental inativar as bactérias e outros microrganismos que afetam sua qualidade e representam um risco à saúde dos consumidores. A inativação desses microrganismos é crucial para prolongar a vida útil e garantir a qualidade do pescado.
Entre as tecnologias mais avançadas para alcançar esse objetivo estão aquelas baseadas em eletricidade e pressão. As técnicas elétricas incluem campos elétricos pulsados e descargas elétricas de alta voltagem. Por outro lado, o processamento em alta pressão e o armazenamento hiperbárico despontam como métodos promissores para estender a vida útil do pescado sem a necessidade de refrigeração.
Detalhes do estudo sobre o combate a microrganismos
Um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade de Aveiro, em Portugal, publicado na revista Food Bioscience, explora em detalhes essas tecnologias emergentes. Os pesquisadores realizaram uma revisão abrangente da literatura científica, cobrindo o período de 1971 a 2024, comparando métodos como campos elétricos pulsados, descargas elétricas de alta voltagem, processamento em alta pressão e armazenamento hiperbárico.
O estudo avaliou como cada tecnologia inativa microrganismos em pescado fresco, mantendo ao mesmo tempo a qualidade sensorial e nutricional do produto. Também foram analisados fatores como a intensidade do campo elétrico, a pressão aplicada, a duração do tratamento e as condições de armazenamento.
Vantagens e desafios
Os pesquisadores destacam que tanto as técnicas elétricas quanto as de pressão oferecem vantagens significativas, como a preservação da qualidade sensorial do pescado e a segurança alimentar.
Além disso, são consideradas ambientalmente sustentáveis, um aspecto cada vez mais valorizado pelos consumidores.
No entanto, esses métodos também apresentam desafios. É necessário otimizar as condições de processamento, compreender os mecanismos de inativação microbiana e avaliar seu impacto na qualidade do pescado.
Além disso, é importante considerar aspectos como a relação custo-benefício, a escalabilidade e o cumprimento das regulamentações para sua implementação na indústria pesqueira.
Acesse o estudo completo aqui: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S2212429224009672?via%3Dihub












