Uma nova cooperação técnica entre a Universidade Internacional da Flórida (FIU) e o Laboratório de Aquicultura e Ecologia Aquática da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) promete revolucionar as pesquisas sobre qualidade da água e organismos aquáticos no estado.
Firmada em setembro de 2024, após a participação do professor Emerson Soares em uma capacitação na FIU, a parceria irá focar na análise de substâncias perfluoroalquiladas (PFAS), conhecidas como “químicos eternos” devido à sua resistência à degradação ambiental.
O acordo unirá a expertise da professora Natália Quinete, uma das maiores especialistas em PFAS e coordenadora do ECC (Emerging Contaminants of Concern) na FIU, à experiência do Laqua na Ufal, coordenado por Soares. “Foi essencial conhecer os trabalhos conduzidos pela professora Quinete e sua equipe nos EUA, uma vez que apenas uma fração dos cerca de 10 mil compostos PFAS é amplamente estudada,” explicou Soares.
Inicialmente, a parceria será válida até 2026 e proporcionará análises mais detalhadas dos contaminantes encontrados no sururu, em peixes e nos ecossistemas aquáticos de Alagoas.
“Teremos, agora, uma área de pesquisa pouco explorada no Brasil e isso não só trará benefícios à ciência e embasamento para políticas públicas, como também permitirá que pesquisadores e alunos de mestrado e doutorado possam fazer intercâmbio e trocar experiência e conhecimento ao longo dos dois próximos anos”, complementa Soares.
Em dezembro de 2023, Natália Quinete visitou a Ufal, onde ministrou uma palestra sobre a caracterização de PFAS em águas superficiais do sul da Flórida, conhecendo de perto as instalações do Laqua e os projetos em andamento, como as pesquisas no Rio São Francisco e na Laguna Mundaú.
Sobre os Pesquisadores
Natália Quinete é engenheira química com mestrado em Química Analítica pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e doutorado em Química Analítica Ambiental pela PUC-Rio. Desde 2020, atua como professora na FIU, focando em contaminantes emergentes, como PFAS e ftalatos, e seus impactos em ambientes e organismos.
Emerson Soares é engenheiro de pesca formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com mestrado em Biologia de Água Doce no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e doutorado em Biotecnologia na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), além de um pós-doutorado em Ciências Marinhas pelo Instituto Espanhol de Oceanografia. À frente do Laqua desde 2006, tem vasta experiência em biomonitoramento aquático, incluindo participações em projetos de grande relevância, como as expedições científicas do Baixo São Francisco.
Com informações da Universidade Federal de Alagoas.












