A maricultura é uma das principais atividades econômicas de Santa Catarina, estado que se consolidou como o maior produtor nacional de moluscos. Esse destaque é fruto de mais de uma década de pesquisas conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além de um forte trabalho de extensão rural.
Uma das técnicas responsáveis por garantir a qualidade dos moluscos catarinenses é a depuração, um processo essencial realizado antes da comercialização.
Na mais recente edição da Revista Científica Agropecuária Catarinense, da Epagri, a técnica de depuração de mexilhões e ostras é detalhada em dois artigos de destaque, assinados pelos pesquisadores Felipe Matarazzo Suplicy e Robson Ventura de Souza, do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca da Epagri (Cedap), em parceria com os acadêmicos Érica Carobrêz, Giustino Tribuzi e Marília Miotto, da UFSC.
A depuração consiste em submeter os moluscos a um processo de filtração natural em tanques com água salgada limpa. Durante esse período, os animais eliminam microrganismos e impurezas presentes em seus organismos, garantindo a segurança do consumo humano.
Algas para mitigar efeitos das mudanças climáticas
Além dos estudos sobre a depuração, a revista aborda outras pesquisas relevantes, como o uso de algas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O uso de armadilhas para captura de pragas em morangos e a flutuação do cascudo-amarelo em plantações de goiaba também são temas explorados.
Esses estudos reforçam o papel da Epagri como referência em pesquisas que contribuem para o desenvolvimento sustentável e a qualidade dos produtos agrícolas e marinhos de Santa Catarina.
Com informações da Epagri.












