A empresa chilena Invermar abriu recentemente as portas do seu centro de cultivo Traiguén II, localizado em Achao, no arquipélago de Chiloé, para apresentar à comunidade e à imprensa especializada os sistemas tecnológicos que hoje sustentam sua operação produtiva.
A iniciativa buscou aproximar a atividade aquícola do território e dar transparência aos processos produtivos. A jornada contou com a presença de representantes da Armada do Chile, Carabineros, Bombeiros, professores e moradores da região.
Mais do que uma visita institucional, o encontro permitiu mostrar em campo como a sensorização, a digitalização e a análise de dados estão sendo integradas à produção de salmão em um dos principais polos aquícolas do mundo.
Aquicultura de precisão em operação
A atividade começou com uma apresentação de Jorge Melipillán, subgerente de Produção da Aguamar, divisão de cultivo da Invermar, que destacou o trabalho de relacionamento territorial desenvolvido pela empresa.

Segundo o executivo, a companhia impulsiona atualmente mais de 97 mil iniciativas de relacionamento direto e indireto com comunidades, reforçando a importância de abrir as instalações produtivas para que os habitantes do território possam conhecer de perto o funcionamento da atividade aquícola.
Após a apresentação inicial, os participantes realizaram um percurso pelas instalações do centro Traiguén II, onde a equipe técnica explicou como o conceito de aquicultura de precisão está sendo aplicado na prática para monitorar variáveis produtivas e biológicas.
Um dos destaques foi o sistema de monitoramento de bem-estar animal. Nesse contexto, Christian Correa, subgerente de Saúde de Peixes da Invermar, explicou que a empresa está utilizando câmeras baseadas em inteligência artificial capazes de interpretar o comportamento dos peixes.
Os algoritmos analisam padrões de movimento em tempo real, permitindo identificar mudanças comportamentais e gerar alertas precoces diante de possíveis anomalias biológicas.
Alimentação remota e gestão baseada em dados
Outro ponto relevante apresentado durante a visita foi o sistema automatizado de alimentação das gaiolas, conhecido como rotary, um dos processos mais críticos do ciclo produtivo.
Atualmente, o centro é alimentado de forma totalmente remota a partir da cidade de Puerto Montt, o que permite centralizar decisões operacionais e padronizar a estratégia nutricional aplicada aos diferentes centros de cultivo da companhia.
Segundo a equipe técnica, esse modelo permite aumentar a eficiência operacional e melhorar o controle sobre um dos fatores mais determinantes para o desempenho produtivo: a alimentação.
Escala produtiva no mar
Durante o percurso pelas passarelas do centro, os visitantes puderam observar diretamente as 16 unidades de cultivo que compõem o Traiguén II.

Nessas estruturas são mantidos aproximadamente 900 mil peixes, o que representa uma biomassa próxima de 2.500 toneladas.
A observação direta da operação permitiu dimensionar a escala produtiva do centro e conectar os sistemas tecnológicos apresentados anteriormente com a operação real no mar.
O centro conta atualmente com sistemas de alimentação remota e câmeras de inteligência artificial que monitoram o comportamento dos peixes em tempo real, ferramentas que fazem parte de uma estratégia de gestão produtiva baseada em dados.
Transparência e diálogo com a comunidade
Após o término da visita às unidades de cultivo, a jornada foi encerrada com um encontro entre moradores, autoridades locais e a equipe da empresa.
A iniciativa buscou reforçar o objetivo central do Open House: demonstrar como a transparência operacional, o diálogo com a comunidade e a incorporação de tecnologia avançada estão se consolidando como pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável da salmonicultura no sul do Chile.






