O relatório do projeto Carefish/Catch, publicado em novembro de 2024, enfatiza a necessidade urgente de avanços no bem-estar animal na pesca com espinhel (palangre), um método amplamente utilizado e reconhecido por sua seletividade e sustentabilidade. A pesquisa, realizada no sul de Portugal, teve como foco a captura demersal de espécies como o sargo e o pargo.
Principais desafios identificados
Embora eficiente, o método de palangre apresenta limitações significativas quanto ao impacto no bem-estar dos peixes:
- Captura: Os peixes permanecem presos nos anzóis por longos períodos, enfrentando lesões, exaustão e risco de serem predados.
- Manuseio a bordo: A exposição prolongada ao ar e práticas inadequadas na remoção dos anzóis aumentam o estresse e os danos físicos.

Recomendações práticas para redução do sofrimento
Para minimizar os impactos da pesca de palangre, o relatório sugere:
- Ajustes no equipamento: Uso de anzóis sem farpa, redução do tempo de pesca e linhas principais mais curtas.
- Treinamento de pescadores: Aplicação de técnicas humanitárias para manuseio e descartes, visando maior sobrevivência.
- Métodos de estocagem e abate: Utilização de atordoamento percussivo e armazenamento refrigerado para reduzir o sofrimento e melhorar a qualidade do pescado.
A implementação dessas práticas não apenas asseguraria um tratamento mais ético para os animais, mas também resultaria em melhorias na qualidade do peixe e vantagens para os pescadores. Como destacam os pesquisadores do projeto: “O uso de técnicas de atordoamento e abate proporcionará um manejo mais humanitário dos animais e uma qualidade superior do peixe para o consumidor, gerando benefícios relevantes para os pescadores.”
O documento representa um avanço importante para a inclusão do bem-estar animal nos programas de certificação pesqueira, como o Friend of the Sea.
O relatório completo pode ser acessado pelo link: Carefish Report – Longline Fisheries. https://esszett.cloud/s/PGrzB6p4TxdLyAo/download/Report_CAREFISH_longline_FINAL.pdf












