O Ministério da Produção do Peru (PRODUCE) deu um passo significativo para impulsionar a diversificação produtiva e o desenvolvimento econômico regional ao ampliar o Plano de Manejo para o Cultivo de Tilápia em Ambientes Artificiais. A partir de agora, o plano também contemplará os departamentos de Apurímac, Ayacucho, Cusco e Huancavelica, reforçando a aquicultura como um pilar essencial para a segurança alimentar e o fortalecimento da economia local.
Regulamentada pela Resolução Ministerial Nº 472-2024-PRODUCE, a iniciativa amplia o escopo do plano, inicialmente aprovado em 2019 e revisado em 2021. Antes dessa expansão, o plano abrangia regiões como Amazonas, Cajamarca, Huánuco, Junín, San Martín e Ucayali. Com a nova resolução, serão incluídas áreas com elevado potencial aquícola e condições ambientais ideais para o cultivo de tilápia.
De acordo com um relatório técnico do Instituto do Mar do Peru (IMARPE), as regiões incorporadas oferecem condições ideais para o desenvolvimento sustentável da aquicultura, respeitando a biodiversidade e minimizando riscos ambientais.
“A ampliação permitirá que mais comunidades tenham acesso a oportunidades econômicas por meio de uma atividade formalizada e alinhada com as metas de desenvolvimento regional e nacional”, destacou Sergio González Guerrero, ministro da Produção.
Sustentabilidade e progresso econômico
A iniciativa busca fortalecer a tilapicultura como uma alternativa econômica sustentável, aliviando a pressão sobre os recursos pesqueiros naturais, gerando empregos locais e contribuindo para a segurança alimentar com produtos saudáveis e de qualidade. Além disso, a medida estimula a colaboração entre os setores público, privado e acadêmico, promovendo a inovação tecnológica e a capacitação técnica nas regiões contempladas.
Entre os principais pontos do plano atualizado, destacam-se:
- Formalização obrigatória: Piscicultores deverão seguir os planos de manejo estabelecidos e comunicar ao SANIPES qualquer ocorrência de mortalidade em massa ou surtos de doenças infecciosas dentro de um prazo de 24 horas.
- Controle e monitoramento sanitário: Serão adotados protocolos rigorosos para prevenir e manejar doenças aquícolas, garantindo uma produção sustentável e de alta qualidade.
- Incentivo à diversificação e investimento: Serão estabelecidas condições para que comunidades e empresas locais desenvolvam projetos aquícolas pautados na sustentabilidade ambiental e na viabilidade econômica.
Impacto regional e desenvolvimento do VRAEM
A inclusão das regiões de Apurímac, Ayacucho, Cusco e Huancavelica abre novas perspectivas para aquicultores locais. Com características geográficas favoráveis, essas áreas se destacam como ambientes ideais para o cultivo de tilápia, fortalecendo o progresso econômico e social.
Além disso, a iniciativa impulsionará o desenvolvimento de uma nova cadeia de valor aquícola no VRAEM (Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro), beneficiando centenas de pequenos aquicultores. A medida promete criar empregos, aumentar a comercialização de insumos para aquicultura e expandir a demanda por técnicos e profissionais especializados na produção de tilápia.
Crescimento do setor em números
Dados da Oficina Geral de Avaliação de Impacto e Estudos Econômicos do PRODUCE revelam que, em 2023, a produção de tilápia no Peru atingiu 2.791 toneladas, representando 2,7% da produção aquícola nacional. Essa atividade gerou 2.600 empregos diretos, com significativa participação de micro e pequenos produtores.
Com a ampliação do Plano de Manejo, o PRODUCE reafirma seu compromisso de consolidar a aquicultura como uma atividade estratégica para o desenvolvimento sustentável do país. “A ampliação do plano para o cultivo de tilápia é um exemplo de como o governo trabalha para garantir que o crescimento econômico alcance todas as regiões, sem comprometer os recursos naturais e o bem-estar das futuras gerações”, concluiu o ministro Sergio González.












