Um estudo conduzido pela Universidade Dalhousie, no Canadá, revelou que os LEDs UV são uma alternativa eficiente e sustentável para desinfetar bactérias patogênicas em sistemas de cultivo de salmão. Essas bactérias, como Aeromonas salmonicida e Yersinia ruckeri, são responsáveis por doenças graves como furunculose e doença da boca vermelha, desafios sanitários significativos para a aquicultura em escala global.
A pesquisa analisou a eficácia de três comprimentos de onda de LEDs UV (255, 267 e 279 nm) na inativação de bactérias patogênicas, tanto em condições laboratoriais quanto em ambientes reais. Os resultados foram surpreendentes: os LEDs UV eliminaram quase completamente os patógenos, mesmo em águas residuais, onde a penetração da luz UV é geralmente mais difícil. Entre os comprimentos avaliados, os de 267 e 279 nm se destacaram, demonstrando alta eficiência na desinfecção com doses reduzidas de luz UV.
Segurança e eficiência
Além de eficientes, os LEDs UV oferecem vantagens significativas em segurança e economia de energia. Essa tecnologia também está em conformidade com as regulamentações europeias que, a partir de 2025, proibirão o uso de lâmpadas de mercúrio, posicionando os LEDs como uma solução viável e adaptável para diversos ambientes aquícolas, incluindo sistemas de recirculação (RAS). Combinando flexibilidade e baixo impacto ambiental, os LEDs UV atendem às metas globais de sustentabilidade e às crescentes demandas da indústria por soluções mais ecológicas.
Essa tecnologia tem o potencial de revolucionar o enfrentamento dos desafios sanitários na aquicultura, oferecendo uma solução prática, eficiente e sustentável. A implementação dos LEDs UV pode preservar a saúde dos ecossistemas aquáticos e fortalecer a segurança alimentar em escala global.
Para mais detalhes, o estudo completo está disponível no site da Nature: https://www.nature.com/articles/s41598-024-79347-6












