Nesta semana, o mercado de peixes de cultivo registrou pequenas variações de preço em diferentes regiões do país. Segundo o indicador Cepea/Peixe BR, a tilápia apresentou as seguintes oscilações:
- Região dos Grandes Lagos (noroeste de SP e divisa de MS): redução de R$0,04, com preço médio de R$7,61/kg;
- Norte do Paraná: aumento de R$0,01, atingindo R$8,95/kg;
- Oeste do Paraná: queda de R$0,04, com média de R$7,91/kg;
- Morada Nova de Minas: redução de R$0,03, com média de R$7,87/kg;
- Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba: preços estáveis em R$7,50/kg.
Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), destaca que essas oscilações indicam uma acomodação nos preços da tilápia, já se estendendo pela quarta semana consecutiva.
Peixes nativos continuam em alta
No mercado de peixes nativos, o cenário é de alta, devido à redução na oferta. “Mesmo com o início das chuvas em várias regiões produtoras, não esperamos uma recuperação de oferta no curto prazo. Para quem tem peixe disponível, o momento é propício para faturar”, afirma Medeiros.
Avanços nas exportações de tilapia
A grande notícia da semana, no entanto, vem do setor de exportações. A Peixe BR, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), conquistou uma vitória significativa para o mercado de tilápia. Foi identificada a possibilidade de exportar tilápia para os Estados Unidos sem a necessidade do Certificado Sanitário Internacional (CSI).
Esse progresso foi possível graças à colaboração do MAPA, sob a liderança de Allan Rogério de Alvarenga, secretário adjunto da Secretaria de Defesa Agropecuária, e Juliana Satie Becker Chino, diretora do DIPOA, com o apoio da adida agrícola nos EUA, Ana Lúcia Viana. Após consulta ao Food and Drug Administration (FDA), a exportação foi liberada sem essa exigência, beneficiando não apenas os produtores de tilápia, mas também de tambaqui, outros peixes de cultivo e produtos da pesca.

“Essa é uma conquista que coloca o Brasil em uma posição de destaque no mercado americano. Até pouco tempo, éramos o quarto maior exportador de filé de tilápia para os EUA. Hoje, já somos o segundo, e, com essa medida, em breve seremos o maior exportador de filé de tilápia fresca para o mercado americano”, completa Medeiros.
A utilização de voos comerciais para transportar filé fresco tem sido uma estratégia eficiente. Medeiros ressalta que alguns voos levam entre 10 e 14 toneladas de tilápia diariamente para os EUA, aproveitando o espaço dos bagageiros de aviões de passageiros. “Essa é uma vitória para todo o setor, sendo a primeira vez que uma desburocratização deste tipo ocorre, acelerando o processo de exportação”, conclui.












