O setor de aquicultura no Brasil continua a mostrar resultados sólidos em 2024, mesmo em meio a variações sazonais e desacelerações observadas em outros segmentos da alimentação animal.
De acordo com o Boletim Informativo do Sindirações (Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal), a demanda por rações específicas para a aquicultura deve atingir 1,69 milhão de toneladas ao longo do ano, o que representa um crescimento de 4,6% em comparação com 2023.
Os números refletem uma dinâmica sazonal característica do setor, com um aumento expressivo de 5,6% no primeiro semestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior.
No entanto, o segundo trimestre apresentou uma retração de 2,7% em relação ao mesmo trimestre de 2023. Essas flutuações, segundo especialistas, estão ligadas ao comportamento da produção aquícola, que varia de acordo com as estações do ano. Ainda assim, a perspectiva para o restante de 2024 é positiva, com a expectativa de que o setor continue a se expandir.
Segundo Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, o crescimento das rações para aquicultura segue uma tendência de expansão observada em outros segmentos.
“A perspectiva no horizonte anual reserva ainda amplas variações, a exemplo do flagrante incremento das rações para poedeiras, bovinos de corte e aquacultura, ao contrário da expectativa mais moderada em relação à alimentação industrializada do plantel leiteiro e dos suínos”, comentou Zani.
No setor de peixes, a produção de rações apresentou um crescimento de 5,1%, chegando a 1,50 milhão de toneladas. Esse resultado reforça o papel estratégico da aquicultura para a economia brasileira, que tem consolidado o país como um dos principais fornecedores de pescado no mercado global.
Já no segmento de camarão, houve um aumento mais modesto, de 0,9%, totalizando 192 mil toneladas, destacando a relevância da carcinicultura, principalmente na região Nordeste, um dos polos mais importantes de produção.

Projeções para o segundo semestre de 2024
As projeções para o segundo semestre de 2024 são otimistas. O boletim do Sindirações indica que a produção total de rações, somando todos os segmentos, deve ultrapassar 86 milhões de toneladas até o fim do ano, o que representa um crescimento de 2,3% em relação ao ano anterior.
Esse avanço será impulsionado principalmente pela forte demanda por milho e farelo de soja, os principais ingredientes utilizados na formulação de rações para o setor de aquicultura e outros segmentos da alimentação animal.












