A produção de tambaqui no Brasil registrou um crescimento significativo em 2023, representando 17,3% do total de peixes produzidos no país, segundo dados da Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2023, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Este aumento reforça a importância da aquicultura no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, que lideram a produção de peixes redondos, categoria que inclui tambaqui, tambacu e tambatinga.
Em 2023, a produção de tambaqui alcançou 113,6 mil toneladas, gerando um valor de produção de aproximadamente R$ 1,24 bilhão, reforçando sua relevância econômica no setor aquícola brasileiro.

Principais regiões e estados produtores
A Região Norte lidera a produção de tambaqui no Brasil, sendo responsável por 60,3% da produção total de peixes redondos no país. Rondônia se destaca como o principal estado produtor, com 30,3% da produção nacional. Além disso, outros estados como Mato Grosso e Maranhão também têm participação significativa.
Mato Grosso contribuiu com 16,7% da produção de peixes redondos. No estado, a criação de tambacu e tambatinga representa 83,1% da produção total de peixes.
Já o Maranhão respondeu por 12,4% da produção nacional, com uma divisão equilibrada entre o tambaqui (45,4%) e os híbridos tambacu e tambatinga (54,6%).
Volume produzido e impacto econômico
Em 2023, o Brasil produziu 1,566 milhão de toneladas de peixes redondos, o que representou um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. O tambaqui foi o destaque, contribuindo significativamente para esse total.
A produção de peixes redondos representou 23,9% da produção total de peixes no país, de acordo com a PPM 2023.

Perspectivas futuras
O tambaqui tem mostrado crescente potencial para exportação, com amplas oportunidades de expansão no mercado internacional. No entanto, para que essa espécie alcance uma posição de destaque global, é crucial que o setor se organize para fornecer o produto de forma consistente e em grande escala.
Investimentos em práticas de manejo eficiente e sustentáveis serão essenciais para garantir a competitividade do Brasil, tanto no mercado interno quanto externo.












